4 de outubro de 2015

Viajando para a América do Sul nos livramos da alta do dólar?


Ultimamente tenho escutado bastante as pessoas aconselharem os viajantes a visitarem a América do Sul para fugir da alta do dólar. Será? Os países da América do Sul são lindos, recomendo fortemente viagens para o Chile, Argentina, Uruguai e mesmo para a Bolívia, que realmente nos surpreende com suas belezas naturais. Mas não vá pensando que pelo fato da moeda do país não ser o dólar você gastará menos.



Não sou formada em economia e sei muito pouco sobre mercado financeiro, mas por minhas experiências de viagens pelo mundo e pesquisando um pouquinho pude perceber que se você quer fugir da alta do dólar e economizar nas suas férias o melhor é viajar pelo Brasil ou ir para um país onde a moeda desvalorizou frente ao dólar,  assim como o real.

O Real desvalorizou frente ao dólar, mas também desvalorizou em relação a várias outras moedas, inclusive comparado ao peso argentino, ao peso chileno e ao sol peruano. Assim, esses destinos tão procurados pelos brasileiros acabam ficando mais caros.

No final de abril desse ano com 1 real comprávamos 34 centavos de dólar, no mesmo período comprávamos com 1 real 208 pesos chilenos. Atualmente com 1 real compramos 25 centavos de dólar e 175 pesos chilenos. Logo o real não desvalorizou apenas em relação ao dólar.

Em abril, quando comprávamos 208 pesos chilenos com 1 real, uma cabaña em Huilo-Huilo, no sul do Chile, que a diária custa 40.000 pesos chilenos, sairia por 192 reais, hoje a mesma cabaña custa 230 reais. Por isso uma viagem para o Chile não necessariamente sairá mais barata porque a moeda não é o dólar. Em abril, quando comprávamos o dólar por R$2,95, um hotel em Las Vegas que custa 65 dólares sairia por 192 reais, o mesmo hotel agora sai por 260 reais.

Nesse comparativo vemos que em relação ao peso o real desvalorizou 20% e em relação ao dólar 35%. Desvalorizou mais em relação ao dólar? Sim, mas ao planejar os gastos de uma viagem devemos levar em consideração outros fatores como hospedagem, alimentação, aluguel de carro etc. 

Agora podemos comparar, também, com uma moeda que, como o real, desvalorizou muito frente ao dólar, que foi o rublo russo. Em abril com 1 real comprávamos 17,55 rublos russos, hoje compramos 16,39. Um hotel de 3.369 rublos sairia por 192 reais em abril, hoje sai a 205 reais, uma diferença bem menor em relação às outras moedas. Ou seja, a Rússia não está na América do Sul e pode ficar mais barato viajar para lá do que para o Chile.

Percebemos, a partir dos exemplos, que o real desvalorizou em relação a outras moedas também, muito mais em relação ao dólar, mas isso não significa que uma viagem para o Chile, por exemplo, sairá mais barata do que uma viagem para os EUA, já que os hotéis são mais caros, a gasolina é mais cara, tem muitos pedágios etc. 

Ao escolher um destino, é importante pesquisar diversos fatores, não só o valor da moeda, mas os custos diários: hospedagem, transporte, aluguel de carro, passagens etc. Muitas vezes, mesmo com o dólar em alta, uma viagem para os EUA pode sair mais barata do que uma para o Chile ou Uruguai.

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